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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Redescobrindo

Caminho pela rua à direita
Me abrigando de porta em porta
Era noite e a cidade estava morta
Caía uma chuva fina que corta.

Depois vem o Largo do Casamenteiro
Um trôpego vulto indiferente
Indigente que caminha sem prumo
Passos na noite marcando a minha mente
Chuva que cai, bêbado sem rumo
Bebendo a chuva, e sonhando simplesmente.

Agora o Itajurú antigo
Corro molhado pelo espaço vazio
Procuro em vão um abrigo
Só encontro um cão amigo
Que molhado como eu, também tirinta de frio.

Adiante vejo a Fonte
Derrotada e esquecida de sua estória
Azulejos bordados, quebrados, molhados
Herança cansada do passado de glória.

Finalmente o abrigo
Chego a casa molhado e a chuva estia.
Percorri as mesmas ruas de sempre
Só que dessa vez a chuva me fez ver
Coisas que sempre existiu sem eu saber.

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